terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Demétrio Che...

O imbecil acadêmico.
O pior tipo de imbecil é o imbecil acadêmico. Ele não vê, não pensa e não sente nada que não seja a partir dos seus preconceitos acadêmicos (que ele, é claro, tem obsessão em mascarar). Acredita ser superior ao vulgo e às pessoas que tenham um diploma a menos que os seus. Pensa estar acima de todos os preconceitos humanos, mas é capaz de zombar e proferir as chacotas mais infames contra quem possuir uma teoria diferente da sua. Adora fazer pose de politicamente correto, mas sente um prazer imenso em olhar de cima e menosprezar, com um sorrisinho maroto, alguém que ele por acaso julgue menos “esclarecido”. Prega, não raro, o relativismo, mas adora usar as suas certezas absolutas para tripudiar das concepções dos outros. Se acha um libertário em matéria de costumes, mas é capaz de, com a mansidão de um cordeirinho, se submeter às conveniências acadêmicas e usá-las descaradamente para o bem e a glória do seu amado “curriculum”. Tem opinião formada sobre tudo e nenhuma área do saber humano é tabu para o seu insaciável diletantismo. Arte, religião, ciência, sociedade, política, cultura, moral, tudo isso ele tira de letra com o seu trololó empolado de imbecil acadêmico. Além disso, é capaz de teorizar seriamente, sem se envergonhar, sobre temas completamente irrelevantes – que na sua retórica, é claro, ganham contornos de imensa respeitabilidade. Certificados, currículos, notas, títulos e a própria etiqueta acadêmica costumam ser objeto da sua mais elevada veneração. Idolatra outros imbecis que estejam acima dele na hierarquia acadêmica e só sente vergonha de uma coisa: reconhecer em público a sua completa ignorância a respeito de determinados assuntos (especialmente quando está fora do ambiente acadêmico). O imbecil acadêmico é tão palerma que acredita piamente no resultado das suas pesquisas (acha, inclusive, que descobriu “O Método” de investigação científica). Nem imagina o idiota que esse seu jeito estúpido de ser apenas reproduz os hábitos e as condutas mais estapafúrdias da sociedade da qual ele acredita ser a “nata espiritual”.