segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Oh, vida!

Adoro carnaval, mas, neste fiquei devendo!
Não fui para a avenida, não vi o bloco passar...
Estou, praticamente, num retiro espiritual... eu e meus pensamentos, eu e meus sonhos, eu e meus planos, eu e meu futuro...
Confesso que amanheço de ressaca, pois, as noites tem sido longas, longas demais e exaustivas.
São tantas as possibilidades e com elas os riscos, as vantagens, as desvantagens, as garantias, as perdas, as conquistas, as renúncias...
Recomeçar...
De novo...
Será possível?
Por que não posso ser uma pessoa "normal", com um emprego comum, que se aposenta na mesma "carteira"?
Por que tenho que ter essa vida de ciclos, essa vida de cigana, um pouco em cada cidade, sempre recomeçando, sempre semeando e nunca colhendo?
Por que tenho que criar vínculos, amizades e de uma hora para outra ser arrancada desse meio e lançada ao desconhecido?
Por que tenho esse espírito inquieto que me empurra para os desafios, que não permite que me assossegue, que me faz querer o impossível, desejar o improvável, aceitar o desconhecido e amar o indesejado?
Tudo seria tão mais fácil se conseguisse dizer um simples não para a vida, mas, ela pulsa, vibra e me deixa em calafrios.
Ana Paula

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