sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Desabafo!

Tem gente que acaba a graduação e é obrigado a sair para trabalhar, outros tem o privilégio de continuar só estudando, aí se encontra a "produção" dos intelectuais, dos teóricos (algumas vezes sem causa) e assim por diante.
Infelizmente, ou felizmente, me encontro no primeiro grupo.
Afinal, alguém tem que dar aula neste país e, claro, submeter-se a ser cobaia das teorias, muitas vezes furadas, do pessoal que continuou na academia.
O que seriam das escolas se só tivéssemos doutores? Fechariam?
Sim, porque doutor não aguenta sala de aula, é fácil ser intelectual e ditar regras para os babacas nas escolas seguirem, afinal, as "professorinhas" servem para isso, rsrsrrssr...
E aí, se der certo, seus nomes são colocados em um altar, se der errado, a professorinha quem fez tudo errado.
Tudo bem! Quem está na escola de hoje não deve bater bem, somente pelo fato de ter escolhhido tamanha loucura.
Sim, porque vamos combinar, olhem para dentro das escolas e me digam que circo é esse.
Mas, também, não precisam nos subestimar.
Não entendo como um sujeito pode criar teorias sem nunca tere entrado numa sala de aula, nem saber que na escola é uma fartura, "farta" tudo, inclusive, vontade de mudar.
Muitas coisas não estão escritas nos livros que carregam nas pastinhas de couro, seus sapatinhos não conhecem o barro das periferias onde temos que nos enfiar, muito menos imaginam o que é ter que obter resultados de uma criança que vai para aula com frio, fome e medo.
Acredito, na necessidade de formação continuada, entretanto, numa formação que se origine da realidade, que consiga aliar prática e teoria na resolução de problemas e, a partir disso construção de novos saberes.
Se um dia encontrar um curso que se proponha a isso, voltarei à academia.
Enquanto isso, continuo sendo, com orgulho, uma mera "professorinha", meio rebelde, mas, rebelde com causa, rsrsrsr...
Ana Paula

Indignação!

Vivemos numa sociedade segregacionista, discriminatória, preconceituosa, elitista, materialista, consumista, competitiva, resumindo, desumana!
Imaginem vocês o papel social que um deficiente ocupa nessa realidade, o que resta para ele, quais são as políticas públicas, os estigmas, os rótulos etc.
A escolha da minha profissão é fruto de minha personalidade, combativa. Acontece que parece que falo grego, porque ninguém me escuta.
Deficiente não tem que viver de esmolas, do que sobra, do que ninguém mais quer, ou até mesmo, orientados por profissionais que não se acertaram em lugar nenhum.
Eles tem os mesmos direitos que todo e qualquer cidadão brasileiro, não é em razão de suas especificidades ou até mesmo porque alguns não votam que devem ser esquecidos.
Às vezes, me canso de falar e perceber que as pessoas que tem o poder em fazer as coisas diferentes não estão nem aí. Não precisa ter um deficiente na família, ou achá-los bonitinhos/ engraçadinhos, para abraçar a causa, basta cumprir com a Constituição Federal.
Esse foi um desabafo pelo descaso com o ser humano.
Ana Paula