quinta-feira, 9 de junho de 2011

Assim vocês me encabulam!

Mas, tchê! Assim vocês me encabulam...
Abri minha caixa de cartas, rsrsrrs, agora a pouquinho, escondidinha que nem piá roubando bergamota, encontrei uma barbaridade de carta dos amigos. O assunto era o tal blog, que tinham gostado, que andam lendo, que devo continuar escrevendo etc. Confesso, tchê...me assustei! Já tinha visto ali no canto um punhado de gente que tinha espiado, mas, não sabia que tinham gostado, até porque não escrevo para gostarem, escrevo sei lá porque razão...ou melhor, sei sim...Escrevo para organizar a anarquia que virou a minha cabeça!
Fico bem faceira, que nem guria de vestido novo, se o que tenho escrito tem feito os amigos refletirem, pode ser que mais alguém por aí também esteja com os "miolo" meio solto, rsrsrsr, que tenha batido com a cabeça assim como eu e ficado meio perdido nesse mundo véio.
 A gente fica meio vermelha com elogios, mas, do fundo do coração, meus agradecimentos pelas cartinhas e pelas espiadas!
Um  abraço bem chinchado!
Ana Paula

O poder de adaptação do ser humano!

O horário do almoço, com colegas, algumas já amigas, provocam reflexões que não se esgotam apenas aquele curto momento do restaurante.
Em uma de nossas conversas, comentou-se que a tudo acostuma-se.
Concordo, em partes, pois, não gostaria que o ser humano caísse no conformismo, comodismo ou algo do gênero. Entretanto, nosso poder de adaptação é, sem dúvida nenhuma, inexplicavelmente, admirável.
Somos capazes de nos adaptarmos às condições mais adversas, dolorosas etc.
Pessoalmente, estou em "processo de adaptação", rsrsrsrr...
Já me adaptei e/ ou acostumei com a rotina hospitalar, com a dor, com a necessidade de terapia, de revisões e de futuros procedimentos.
Busco ainda a aceitação de meu corpo com limitações, de meu emocional com fragilidades e, também, da reconstrução da minha vida em outra cidade.
Certamente, terei que me adaptar, porque neste caso, não tenho escolhas a fazer. No dia do acidente, talvez eu tenha tido a escolha, não lembro porque apaguei, mas, devia ser viver ou morrer, como estou aqui, devo ter escolhido viver e agora tenho que me adaptar às consequências desta escolha.
Apesar de tudo, de toda a dor desses quase 15 meses, acho que acertei na escolha e estou certa de que me adaptarei!
Brincando um pouquinho... não sei se escolhi viver ou se cheguei lá em cima (ou lá em baixo) e me mandaram de volta, podem ter percebido que o incômodo ía ser muito grande, me deram uns chutes e me mandarm descer (ou subir), por isso me encontraram toda quebrada,rsrsrsrsrsr...
Ana Paula

Para pensarmos...

“... é preciso que tenhamos o direito de sermos diferentes quando a igualdade nos descaracteriza e o direito de sermos iguais quando a diferença nos inferioriza...”
 (Boaventura de Souza Santos)