segunda-feira, 6 de junho de 2011

Daí sim né!

Mas, tá louco né tchê!?
Hoje, perto das 13h, tocou o telefone da casa dos meus pais, meu pai foi atender e era uma daquelas tentativas de golpe. Uma mulher gritava desesperadamente, se passando por mim, dizia estar toda quebrada e, logo em seguida, um homem pedia 10 mil reais pelo resgate. Meu pai só se manteve tranquilo porque logo minha mãe chegou à sala e disse que recém havia falado comigo ao telefone.
Meus amigos, onde vamos parar? Estamos nas mãos desses delinquentes, o sentimento é de insegurança, impunidade, impotência etc.
Fico pensando se toda essa energia e inteligência utilizada no crime fosse direcionada para resolução de problemas sociais, sim, porque esses caras são uns gênios ou nós que somos muito, mas, muito ignorantes. Pois, a cada segundo inventam uma forma diferente de burlar a justiça.
Nós é que nos gradeamos, amedrontamos, vigiamos etc, enquanto isso, eles estão "de boa". Direitos Humanos? Só servem para eles! Onde ficam os nossos direitos à liberdade, ao patrimônio? Nós, que pagamos os impostos, tentamos ter uma vida digna e ainda mantemos vagabundagem quando vão tirar férias, por uns poucos dias, na cadeia, sim porque recebem benefício (dinheiro) por isso, dinheiro que sai do nosso bolso.
O que é isso minha gente, inversão absurda de valores!
É revoltante, angustiante e preocupante, não sei que mundo deixaremos para nossos filhos!
Ana Paula

Trajetória!

Como tenho tentado encontrar respostas para os "porquês", tenho refeito minha trajetória. Esse refazer, mesmo que em pensamento, traz a tona momentos bons, momentos nem tão bons, conquistas, perdas, pessoas que tive afinidade, pessoas que tive antipatia, projetos que só tive tempo de sonhar com eles etc.
Entretanto, o que traz mais angústia, é perceber que EU trazia minha vida cronometrada até os 26 anos de idade. Eu não me permitia falhas, equívocos, erros, tudo tinha que dar certo e conforme o tempo que eu mesma estipulava, nunca soube assimilar perdas e ainda não sei. Aos 13 anos  eu decidi que precisava mudar de escola, pois, estava por iniciar o ensino médio e tinha que ter condições de concorrer por uma vaga no PEIES - UFSM, meus pais fizeram o maior esforço e me matricularam em uma escola particular.
Conforme minhas metas, recém feitos 17 anos eu ingressava na universidade federal, muitas foram as dificuldades para meus pais conseguirem me manter e sabendo disso o me esforço e dedicação eram grandes. Fiz 21 anos dia 15 de dezembro de 2004, minha formatura de gabinete ocorreu 17 de janeiro de 2005, comecei a trabalhar como coordenadora pedagógica na APAE - Santiago em 18 de fevereiro de 2005.
Comecei a realizar todos os concursos públicos que surgiam, não porque não gostasse do que  fazia, muito pelo contrário, amo o trabalho institucional e tenho vínculos até hoje lá dentro, mas, precisava de estabilidade, segurança, fundo de previdência, essas coisas. Em todos os concursos me saí muito, mas, muito bem, alguns não tive a oportunidade de ser nomeada por incompetência administrativa de gestores públicos, que fazem concursos caça níqueis, já em outros fui nomeada, podendo chegar num momento profissional de escolher qual a melhor opção de trabalho. Fiz duas especializações e tinha planos de um mestrado mas, ficou só como plano, o acidente veio antes.
E, neste momento, encontra-se o ponto x, para que tudo isso, todo esse corre - corre, para que atropelar o tempo? Eu cronometrei a minha vida até os 26 anos para que eu pudesse ter estabilidade, sou funcionária pública desde os 22 anos de idade, estava com 3 empregos, casa, carro, moto e futilidades, me dava o luxo até de umas viagens...estava tudo pronto para que se acontecesse alguma coisa eu pudesse ficar afastada do serviço com "proventos" e aconteceu!
Aconteceu o pior! Um acidente que me deixou afastada por 7 meses, deveria ser por mais tempo, mas, contrariei ordens médicas e retornei ao trabalho.
Daí fico tentando achar os porquês...porquê era tão metódica, sistêmica e levava tudo tão a sério, para agora ter a estabilidade que buscava para ficar em casa me recuperando?
Bom, se for para isso, passo a aconselhar os jovens a festiarem, abusarem do dinheiro dos pais, reprovarem na faculdade, aproveitarem, sugarem, esgotarem a vida.
A vida não foi correta comigo como eu tento ser com ela!
Ana Paula