sexta-feira, 22 de março de 2013

"Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte...As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...(Rubem Alves)

quarta-feira, 13 de março de 2013

3 anos!!!


Hoje minha mente me paralisou, meus pensamentos e lembranças impediram que eu saísse de casa... faz três anos que ocorreu o acidente!
Insônia e alguns medos voltaram a me "assombrar" nos últimos dias, mas, incansavelmente, toquei minha vida, minhas atividades, não dando muito espaço para esses pensamentos. Mas, a mente da gente é mesmo algo incrível, a danada me pega a noite para conversarmos, madrugadas inteiras e aí não tenho como fugir...
Então, hoje, resolvemos não dirigir, não pegar estrada e não passar pelo local do acidente... Resolvemos, também, parar de brincar de "Mulher Maravilha" e se permitir "sentir"... Mas, acima de tudo, resolvemos continuar agradecendo essa nova oportunidade concedida em estar viva.
Foi uma noite e tanto!!!!! rsrsrsrs...

terça-feira, 12 de março de 2013

CARTA DE ABRAHAM LINCOLN PARA O PROFESSOR DE SEU FILHO.


"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.“

sábado, 9 de março de 2013

Crônica do Bolo Sol


Crônica do "Bolo Sol"
Nunca, jamais, em toda minha vida, consegui fazer um bolo, nem bolo "Sol" eu consigo acertar.
A algum tempo, eu ficava frustrada com isso, afinal, todas as mulheres que eu conhecia, sabiam fazer um bolo, assim como, apresentavam algum outro "dom", como pintura, bordado ou, em pior dos casos, sabiam pelo menos pregar um botão. Mas, eu não sabia, se quisesse aprender, até que arrumaria excelentes mestres como as avós e tias, contudo, eu nunca tive interesse. Pensando um pouco mais sobre os "dons", percebi que eles são passados (construídos) ou não pela sua mãe, pois, não esqueçamos que são as mamães que dizem o que os meninos podem fazer e as meninas não e assim por diante... percebi então, que a minha não havia me dado, muito menos incentivado esses dons, pois, ela não acreditava mais nesta felicidade submissa, puramente doméstica que as mulheres detinham. Eu e minha irmã não brincávamos de casinha, em fazer comidinha e todas essas brincadeirinhas de menina, lembra Aline Gatiboni Faccin, brincávamos com os meninos, de caminhão, de mercadinho, minha irmã colocava o sapato de salto de minha mãe e saia para "trabalhar". Crescemos, sem "dons" domésticos, com algum empenho sai um prato, mas, continuo sem conseguir acertar as receitas de bolo, rsrsrsr... Logo percebi que existem muitas outras mulheres sem "dons" como eu, contudo, cheias de competências em suas escolhas profissionais. Hoje, já sábado pela manhã, em uma atividade, em um dos meus trabalhos, durante uma fala, num grupo de formação de monitoras e estagiárias para EMEI, me lembrei da história do "Bolo Sol" e, finalmente, a ficha caiu, entendi as razões pelas quais eu nunca consegui acertar... não aceito em minha vida nenhuma receita pronta, imposta, inquestionável... Um feliz nosso dia atrasado, a todos os mulherões que não sabem fazer bolo, nem pregar botões, rsrsrsrsrsrsrs...

Apesar de toda a loucura que é o dia a dia da "mulher moderna", ou seja, das exigências do papel social que a mulher ocupa nos dias atuais, com a passagem de 8 de março, inevitavelmente, cada uma de nós, em algum momento, nem que seja por algum segundo, refletiu sobre o significado não somente da Data, mas, a tudo a que ela nos remete. Pensamos sim nas "conquistas", se é que assim podemos chamar, rsrs... desde o direito ao voto até a formação, qualificação para o trabalho etc. Contudo, precisamos e devemos pensar, para que a luta por uma sociedade mais justa, igualitária possa continuar, nas condições desumanas que muitas de nós ainda vivem. Condições fortemente enraizadas pela nossa cultura, como a violência doméstica, diferenças salariais, assédio sexual, assédio moral, dupla, tripla jornada, dificuldades de acesso as redes de saúde para exames pré natais, atendimentos em escolas de educação infantil para que a mulher possa trabalhar, enfim, tantas e infinitas dificuldades que somente nós parecemos enxergar. E amiga, fico feliz, imensamente feliz, se sua vida, neste momento, está legal e vc consegue sentir-se bem enquanto mulher, mas, desconfio... Pois, se é MULHER teu coração chora com a dificuldade de outra mulher!!! Que possamos buscar, cada vez mais, cada uma dentro do papél social que ocupa, seja lá como professora, enfermeira, advogada, juíza, babá, mudar essas condições, muitas vezes desumanas, de trabalho, renda, saúde etc.
Um abraço, atrasado pela correria, mas, carinhoso, a todas as Mulheres, especialmente, a minha mãe que é um "Mulherão"...