quinta-feira, 2 de junho de 2011

Oportunidades...Crioulo ou Pangaré?

Cresci ouvindo minha mãe dizer: "- O cavalo só se passa encilhado uma vez e temos que montar!"
Acho que levei a sério o ditado, não lembro de ter perdido uma única oportunidade. Porém, não sei se elas vinham até mim ou eu que corria atrás delas, ou seja, não sei se um dia existiu um cavalo encilhado para eu montar ou eu montei os cavalos que ía encontrando, mal domados ou nem domados ainda,rsrsrsrrs, achando que era o tal cavalo que tanto minha mãe falava. Simplificando, já estou acreditando que criamos oportunidades, elas não caem do céu, jamais passarão na nossa frente nos chamando se não estivermos preparados, capacitados, habilitados a "agarrá-las"!
Vou ter que mudar o ditado, depois de muitos anos acreditando nele, agora discordo...há muitos, muitos cavalos (oportunidades), mas, a escolha do cavalo é nossa, de acordo com a nossa personalidade e formação é que colocaremos a encilha certa, no momento certo.
Se nos dedicarmos, talvez possamos conseguir um "cavalo crioulo" , mas, se nos acomodarmos, vamos ter que nos consolar com um "pangaré".
Ana Paula

Dor!

Ao digitarmos no Google a palavra Dor vamos encontrar muitos sites, materiais científicos ou não, para o público em geral e/ ou para profissionais. No entanto, eu, leiga, mas, ser humano que sou e legitimada a falar sobre o assunto pela vivência, classifico a Dor em dois grandes grupos: Dores Físicas e Dores da Alma.
No grande grupo das Dores Físicas, elas podem vir das mais variadas formas e combatidas pela farmacologia, porque geralmente sabe-se a origem. Quando crônicas, aprendemos a exercitar a mente para minimizarmos, deixarmos em segundo plano, darmos foco a outra coisa... ela não vai passar, mas, por um tempo podemos nos distrair e "esquecer dela" , ou pelo menos não senti-la tão intensa.
O problema está no segundo grupo, as Dores da Alma, que inevitavelmente, acabam por provocar dores físicas, essas não tem jeito, são as mais difícies de cura, pois, muitas vezes desconhecemos a causa ou a negamos, outras conhece-se a causa, mas, não se pode fazer nada para mudar as consequências, por exemplo, a perda.
Passei muita dor, passo e passarei ...morfina diária para conseguirem fazer os curativos entre outras que nem descrevo para não correr com os amigos que acessam o blog, rsrsrsrsr...mas, lhes digo, a maior e a pior dor, a insuportável e desatinante, é a Dor da Alma causada por uma perda.
Talvez a maioria de vocês não esteja entendendo essa ladainha toda, mas, precisava escrever, porque sinto uma doooooorrrrrr por uma perda, assim como alguns amigos muito próximos sentem, essa dor vem carregada de saudade, porquês e até, porque não dizer, revolta.
Não sei se essa dor tem cura ou se o negócio é se acostumar a conviver com ela!
Ana Paula