terça-feira, 31 de maio de 2011

Um dia bom, um bom dia!

Um dia bom, um bom dia!
Um dia como outros tantos, mas, já basta. Basta pelo fato de termos dado nosso recado, mostrado para que viemos. Levantar-se, arrumar-se, alimenta-se, dirigir-se ao trabalho e trabalhar, trabalhar muito, com toda a motivação, dedicação e o conhecimento adquirido. Retornar ao convívio familiar, ir à fisioterapia, dar aquela passadinha básica no hospital para curativos, voltar para casa, trabalhar mais um pouco no curso à distância, dar um oi para o pai, para a mãe, para a mana, uma ligadinha para o marido que está de serviço e finalmente descansar.
Um dia comum, muitos chamariam até de chato porém, para mim foi um ótimo dia pelo fato de tê-lo ganho.
Conquistei-o, cumpri com todas as minhas obrigações, fui feliz e acho que, sem querer ser pretenciosa, contribui pela felicidade alheia
Por falar em ganhar, ganhamos toda a manhã a oportunidade de fazermos um Dia Bom, um BOm Dia, de fazermos diferente ou a diferença.
Porque ficamos imaginando a felicidade em tantos outros lugares se ela pode estar dentro de nós, nas atividades diárias, mesmo nas mais simples.
Redescobrirmos o sentido da vida não é tarefa fácil, mas, reencontrarmos o caminho da felicidade pode estar mais perto do que possamos imaginar!
Ana Paula

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mas, bah tchê, faz frio aqui no Sul!

Tento acreditar que o frio seja apenas uma condição climática de nosso estado.
Porém, alguns comportamentos me fazem pensar que os corações/sentimentos congelaram pelo frio que faz lá fora. A insensibilidade, falta de empatia e de compaixão pelo ser humano parece que se tornam mais visíveis no inverno. Sei lá, deve ser uma mera e tola impressão, como tantas outras que tenho tido, mas, agora que o frio chegou, que as portas fecham-se cedo, parece que também nos fechamos para a necessidade alheia. Encerrados, aquecidos, alimentados, bem agasalhados nem espiamos para fora, deve ser porque "o que os olhos não veem o coração na sente" (gostamos de ditos populares, gostamos tanto que passamos a utilizá-los). Pois bem, já que gostamos, porque não pensamos em mais um "mas, bah tchê, faz frio aqui no sul", se levarmos este a sério pode ser que possamos dar uma espiadinha em nossa janela, descongelar nossos sentimentos e fazer nosso inverno menos rigoroso!
Ana Paula

Trabalho!

Você tem que escolher o trabalho e não o trabalho escolher você!
Quase nunca isso é possível mas, deveria ser. Pois, pressupõem-se que se pudéssemos escolher qual ofício a seguir o faríamos com paixão, determinação, comprometimento, responsabilidade, dedicação, abdicação, ousadia, criatividade etc.
Teoricamente passamos 1/3 de nosso dia no trabalho, mas se contabilizarmos o trânsito, o almoço que não passamos em casa, as reuniões, passamos bem mais tempo. Daí descontamos ainda as horas de sono, indispensáveis para o bom funcionamento de nosso corpo e mente, percebemos que a vida escorrega.
Se a vida escorrega pelos segundos, minutos, dias, meses e anos, que seja fazendo algo que gostamos, que tenha significado, que nos dê prazer, satisfação e realização.
Em todo trabalho existem dificuldades, mas, que saibamos com sabedoria ultrapassá-las. Que possamos colocar na balança os pontos positivos e os negativos, e se estes vierem a pesar mais, que tenhamos a coragem de partir para outra profissão. Digo isso, não só pela felicidade individual mas, também coletiva!
Ana Paula

Segunda - feira!

O costume é ficarmos felizes com a sexta - feira, véspera de final de semana, sensação de tarefas cumpridas etc.
Entretanto, começo a pensar que segunda - feira também é um dia legal, na verdade toda a manhã é a oportunidade de renascermos, de fazermos as coisas acontecerem, de corrigirmos equívocos do dia anterior, de crescermos, de produzirmos, de sermos mais "gente".
Assim como o sol, que surge todo o dia, persistentemente para nos aquecer, devemos nos comportar perante a vida e fazer de cada amanhecer um bom dia, um ótimo dia. E, persistentemente, seja lá que dia da semana viermos a chamar, fazer o melhor que pudermos por nós mesmos e pelos que nos cercam.
Ana Paula

domingo, 29 de maio de 2011

Reconquistas!

Devagar a vida me devolve o que me roubou bruscamente.
Tem coisas que sei que jamais terei novamente, outras que ganhei e que terei que aceitá-las ou pelo menos me acostumar a conviver com elas.
É um processo nem sempre simples, nem sempre a cabeça ajuda.
Quando fui lançada para fora do automóvel, não fui lançada somente dele, fui lançada para fora da vida que eu tinha.
Desde então, começou a luta pela sobrevivência, recuperação e reconstrução. Planos foram desfeitos, sonhos foram saqueados e parte de uma juventude e do ápice de uma vida profissional foram interrompidos. Nunca mais voltei para minha casa, nem para um dos meus empregos, tive limitações físicas já superadas e outras que terão que ser aceitas, assim como, transtornos emocionais que não permitem que eu volte a sonhar. Não sei precisar quantas foram as intervenções cirúgicas, nem sei dizer quantas ainda estão pela frente. A real é que somos muito frágeis, que bastam segundos e perdemos tudo...a vida!
Não consigo admitir, ententer, compreender, o pouco valor que muitas pessoas dão a sua vida e a vida de seu semelhante. Perdem precioso tempo com mesquinharias, intrigas, fofoquinhas etc, porque não sabem o valor de um minuto a mais junto aos seus amados, porque não pararam para pensar que quando saímos de casa podemos não voltar.
Se estamos vivos é por uma razão maior...ser e fazer o outro feliz!
Em meio a dor, em meio a mudanças e a um turbilhão de "porquês" , tento reconquistar meu espaço no mundo e voltar a ser feliz.
Ana Paula  

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Saudades!

Há quem diga que saudade é sentimento de brasileiro. Pode ser que sim, pois, nosso povo constitui-se das mais variadas origens étnicas, pessoas que deixaram suas pátrias e vieram desbravar e construir o que hoje chamamos de Brasil.
Com isso,  inventaram a saudade e ensinaram a seus descendentes o que isso significa. Brasileiro tem saudade das mínimas coisas, de cada momento bom, até de um gosto, de um cheiro, de uma comida, de um momento da infância, de momentos com amigos e ou família, de pessoas, de animais, do primeiro carro, de um passeio etc.
Acredito que a saudade serve para lembrarmos que a felicidade é possível, para que possamos, mesmo em momentos difíceis, lembrar que se um dia fomos felizes é porque é possível sermos novamente, é um exercício de nossa mente para nos mantermos esperançosos.
As vezes a saudade faz doer, porque as pessoas que lembramos não estão mais entre nós, daí é mais difícil falar de esperança porque bate a revolta. 
Enfim, a saudade foi inventada para aprendermos a dar valor, a sermos gratos e termos esperanças em dias melhores.
Ana Paula

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Liberdade?

Liberdade!
Somos relativamente livres, ou melhor cada vez menos livres. Não estou falando em matéria de direito mas, em condicionamentos sociais, padrões comportamentais,  imposições sutilmente sugeridas pela mídia, pelo marketing e/ ou pelo próprio sistema de ensino.
Liberdade de expressão, das mais variadas formas - no vestir-se, no falar, no morar, onde morar, com quem morar, que carro ter, ou não ter carro, que nome dar ao seu Deus, ou não ter um Deus, que time torcer, se acha necessário protestar por uma causa, ou não, se identifica-se com a ideologia de um partido político, ou de outro, ou de nenhum e tantas outras manifestações humanas estão sendo sistematicamente, sorrateiramente, estrategicamente abafadas, extintas!
O mais preocupante nisso tudo é que permitimos, pois, não nos damos por conta. Estamos amparados por um discurso de democracia, direitos humanos etc, quando na verdade cada vez menos livres somos. Nos moldamos a comportamentos padrões, nem que para isso perdemos identidade. Temos medo de sermos "diferente", de sermos o do "contra" e muitas vezes "dançamos conforme a música" para não nos incomodarmos ou para nem sermos vistos na multidão.
Gente, o que é isso? Pára o mundo que eu quero descer!Temos o livre arbítrio, somos livres para pensar, falar, acreditar, agir, vestir...somos únicos, não há como padronizar o homem, não fomos feitos em série, não queremos ser tratados como objetos, ou você quer? Não me importo se me acharem "diferente", já me chamaram de muitas coisas, deve ser porque não consigo seguir esses padrões, ou talvez porque ainda consigo falar um pouco o que penso.
Ana Paula

Mas, me chega de uma vez essa tal maturidade, se é que ela existe,rsrsrs!

Estou esperando, como criança espera o Papai Noel, a chegada da tal "maturidade". Confesso que já estou na dúvida se ela realmente existe ou é uma invenção para nos mantermos sempre na busca por mais responsabilidades, maior comprometimento, maiores atribuições, maiores investimentos etc.
Penso, as vezes, que ela é uma invenção para dizer ao ser humano que chegou a vida adulta e que deve evitar determinados comportamentos "infantis". Mas, se for isso, é um equívoco, porque podemos ser tudo...responsáveis, comprometidos, bons profissionais etc, sem perder a criança que há dentro de nós. Acho que se depender disso para ser "madura", vou ficar muuuuito tempo esperando, porque a vida sem ser vivida com os olhos de uma criança não tem graça!
Contudo, não sei se a tal "maturidade" já me chegou ou não, rsrsrsrrrs...afinal, estou com 27 anos, terminei a graduação e comecei a trabalhar desde os 21 anos, sou funcionária pública desde os 22 anos, já realizei mais duas pós graduações. Tenho um relacionamento estável a 9 anos, pago minhas contas em dia e não peço dim dim para minha mãe a um bom tempo(rsrsrs), pago o segundo carro, porque o primeiro eu detonei no acidente, também pago um apto em SM! Porém, ao mesmo tempo, divido uma coleção de carrinhos com meu marido, assim como um avião aeromodelo e um play 2, gosto de andar de moto, de bicicleta e a cavalo, ir para praia, viajar e gastar com, aos olhos dos adultos, futilidades. Brinco com meus alunos e me divirto muuuuito com eles (jogamos, conversamos, passeamos, contamos histórias etc, quando sobra tempo no meio disso tudo eu dou aula, brincadeirinha,rsrsrsr).
Enfim, tenho o que a sociedade espera de uma adulta "madura" mas, não deixei de ser criança. E agora? A tal maturidade já me chegou ou não, rsrsrsrsrsr!!!
Ana Paula

Ingenuidade ou confiança no ser humano?

A cada dia tenho me surpreendido com as barbáries de que o ser humano é capaz. Tenho reconhecido nas pessoas tantos sentimentos ruins, que geram atitudes/ comportamentos porque não dizer , desumanos. Não sei porque tenho tido este olhar mais aguçado, mas, o fato é que esses comportamentos tem me chateado. Hoje penso se antes não os percebia de forma tão clara por ser ingênua ou por confiar demais no ser humano e em sua bondade inerente. Na verdade, acredito que eu negava que as pessoas pudessem ter sentimentos ruins, porque não nascemos ruins, como também não somos totalmente ruins. O fato é que nos transforrmamos a partir de nossas experiências, vivências, oportunidades ou falta delas, a partir da educação.Contudo, mesmo sabendo de tudo isso, preciso acreditar nas pessoas, em seu potencial para ações positivas, não quero aceitar que sou ingênua ou sonhadora por querer um lugar mais agradável de se viver. Quero continuar a confiar no ser humano!
Ana Paula

terça-feira, 24 de maio de 2011

"Não podemos se entregar pros homens, mas, de jeito nenhum..."

Esse é um trecho de uma velha música nativista, se aplica em inúmeros cenários. Para mim, nesse momento, ainda em recuperação, "...não podemos se entregar..." representa um grito desesperado por piedade. Não consegui encontrar erros que justificassem tanto sofrimento, acho que nesses 27 anos de vida ainda não tive tempo de fazer tanto mal às outras pessoas para merecer passar por tamanha "provação".
"...Pros homens...", bem os homens devem ser os obstáculos, as adversidades, a dor, as baixas hospitalares, os procedimentos cirúrgicos, os exames, as revisões, os novos encaminhamentos, as terapias, a insegurança, o medo etc.
"...Mas, de jeito nenhum...", trata-se de esperança de que tudo vai dar certo,de que dias melhores virão.
Ana Paula

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Máquina"

Nosso corpo é uma "máquina", que apesar dos avanços da medicina, continua inexplorada, sim, em parte inexplorada. Nunca, jamais, vamos desvendar os mistérios da vida, sendo assim, os mistérios do funcionamento dessa "máquina".  Até os mais discrentes, os que se dizem ateus, se rendem diante de momentos de reação dessa "maquina", momentos em que a ciência não encontra respostas mas, que presencia o mistério da vida renascer.
Falo isso meus amigos, porque hoje é um dia muito, mas, muito especial, pois, meu grande amigo - nosso grande amigo, Zeca Bolzan, foi para o quarto após sessenta e poucos dias na UTI cuidando de uma pancreatite.
Falo "máquina", de mistério, de vida, inseparáveis de esperança, pensamento positivo e vontade de viver.
Oh Zeca, minha dupla no jogo de bocha, em breve estaremos os dois recuperados curtindo aquela sombra,rsrtsrrsrsr...
Ana Paula

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mas, bah tchê!!!

Gosto das coisas do Rio Grande! Da nossa história, da nossa música, das nossas paisagens (acho que fomos presenteados por tantos lugares bonitos), da garra de nossa gente etc.
Mas, bah tchê! tem umas coisas que me deixam pensativas...será que não podemos ser "bagual" só nas letras de uma música ou nas lidas campeira que exigem força?A questão é que tenho visto muito gaúcho levando a história ao "pé da letra", representando os personagens das letras na vida real, fazendo das pessoas as seu redor seus "animais de doma" e o pior, meus amigos, vangloriando-se, batendo no peito e dizendo: - Porque eu sou gaúcho tchê e fui criado assim!
Não consigo perceber nenhum motivo de orgulho num sujeito assim, "criado assim". Percebo uma grande inversão de valores, isso sim! Vejo o gaúcho como um homem trabalhador, íntegro, honesto, que cuida da família, que quer o bem do próximo, que vislumbra um futuro junto da sua "prenda" e de seus "piás" etc. Mas, não vejo um cara arrogante, agressivo, dominador etc.
Acho que esses são gaúchos importados de outras querências, que ainda não aprenderam a ser GAÚCHOS, rsrsrs...
Ana Paula 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O que você vai ser quando crescer?

Os papéis que escolhemos ou que por circunstâncias exercemos, ou seja, escolhemos profissão, mas, exercemos tantos outros como de esposa, amiga, colega, prima, madrinha, comadre, sobrinha, neta e porque não dizer o de paciente. Em dado momento, em dada circunstância, exercemos um papel social!
Porém, acredito, que o único que podemos escolher, que temos a liberdade em optar, seja o papel social profissional. Contudo, esta deve ser bem porque está diretamente relacionada não só com a nossa vida, mas, com a vida de tantas outras pessoas.
No meu caso, minha escolha foi motivada por ideologias, paixões, utopias de uma sociedade mais justa e igualitária para todos etc, enfim, motivos que até hoje me movem e fazem eu enfrentar obstáculos, críticas e as mais variadas formas de boicotes. Talvez no início, não tivesse noção real do meu papel social, mas, hoje que tenho, as vezes me assusto, porque vejo que há tanto a se fazer e que são tantas as barreiras, nossa!
É meus amigos, quando a Xuxa perguntar: O que você vai ser quando crescer? Pense bem antes de responder, rsrsrsrsr!
Ana Paula

Hospitais!

Tenho visitado bastante os hospitais nos últimos 14 meses, para ser mais específica, faço visitas diárias. E, infelizmente, essas visitas não são para levar conforto ou uma palavra amiga a pacientes mas, para minha própria recuperação.
Dentre outras reflexões, que essas visitas provacam, é sobre os papéis sociais e a importância que damos a eles. Sempre via pela rua aquelas meninas vestidas de branco, nas paradas esperando o ônibus, com ar de cansadas, mas, meus pensamentos nunca foram além disso até conhecê-las, ou melhor, até precisar delas. Aí descobri tão fantásticas são, do tanto de abdicação de suas vidas particulares ao bem do próximo, que além de enfermeiras, técnicas em enfermagem e de toda carga e/ ou sobrecarga que o cargo exige, muitas se tormam amigas, confidentes, "psicólogas", motivacionistas etc, conhecem o paciente pelo nome e sabem se está bem pelos olhos.
Bom, os médicos! Achei que eu iria ficar com "Síndrome do Jaleco Branco" pois, foram muitos os que me assitiram, foram muitos os procedimentos, muitas cirurgias, exames etc. Mas, pelo contrário, acredito que quando há atenção, cuidado, respeito pelo ser humano a relação ultrapassa a barreira médico/ paciente e cria-se um vínculo de amizade.
Para um paciente em estado grave, as relações que se estabelecem, desde sua chegada ao hospital, são de extrema importância para sua recuperação, não poderia dizer nomes, foram muitos os anjos da guarda (como chamo-os) mas, gostaria  nesse momento de agradecer, com todo meu carinho, por tudo que fizeram e continuam fazendo. Agradecer aos guris da portaria que consolavam meus pais e amigos, ao pessoal da limpeza pelas piadas e brincadeiras quando eu estava para baixo, aos voluntários e estagiários por não terem fugido, aos técnicos(a) em enfermagem e enfermeiros(a) por terem mantido os cuidados necessários  e por terem sido amigos, companheiros etc, agradecer, é claro, ao grande grupo de médicos que continuam me acompanhando, pela disponibilidade, atenção, perícia, comprometimento e amizade.
Um forte abraço!
Ana Paula

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mais um dia ou menos um dia?

Caros amigos!
Hoje foi um dia "daqueles", dias como este eu não sei dizer se conto como mais um dia ou menos um dia.
Mais um? Ok! Experiência, experiência, experiência...droga, não consegui achar outra palavra.
Menos um? Acho que sim! Hoje foi o típico menos um dia de existência...sabe aqueles dias onde seria melhor não ter levantado da cama? Daqueles onde você só encontra pessoas de mal com a vida, enfrenta caras feias e mal humores inexplicáveis, fica sabendo de "fofoquinhas", "conversinhas", sem nenhum objetivo saudável? Ou ainda presencia o ser humano com toda sua maldade, inveja e sei lá que outros adjetivos poderia utilizar, enfim, acho que hoje perdi um dia de vida, literalmente,rsrsrs...
Tem dias que a gente ganha e tem dias que a gente perde!
Tem dias que contamos como mais um e outros como menos um!
Tem dias que a humanidade, ou a falta dela, faz eu pensar que temos muitos outros dias a perder!
Não gosto de dias assim, penso que é um desperdício de vida e me pergunto se consigo fazer diferente, se consigo fazer a diferença!
Ana Paula



domingo, 15 de maio de 2011

Inclusão...

“Não existe maneira mais perversa de excluir que se buscar incluir sem conhecer meios e processos para bem fazê-lo.”
Celso Antunes
Ana Paula

sábado, 14 de maio de 2011

...ou somente os Loucos?

..."Eu me arrastava na mesma direção, tenho feito isso por toda a minha vida, sempre correndo atrás de pessoas que me interessam, porque para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais dizem coisas comuns, mas queimam, queimam como fabulosos fogos de artifícios, explodindo como constelações em cujo centro fervilhante, pode-se ver um brilho azul e intenso..."
Jack Kerouac
Ana Paula

Loucos e Santos!


Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

Ana Paula

Tento acreditar, preciso acreditar!

Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa escrita: ISSO TAMBÉM PASSA! Então perguntaram a ele o porque disso... Ele disse que era para que quando estivesse passando por momentos ruins, se lembrar de que eles iriam embora, que iriam passar, e que ele estava vivendo isso por algum motivo. Mas essa placa também era para lembrá-lo de que quando estivesse muito feliz, não deveria deixar tudo para trás e se deixar levar, porque esses momentos também iriam passar e momentos difíceis viriam novamente. É exatamente disso que a vida é feita, momentos. Momentos que TEMOS que passar, sendo bons ou não, para o nosso próprio aprendizado. Nunca esquecendo do mais importante: NADA NESSA VIDA É POR ACASO. Absolutamente nada. Por isso temos que nos preocupar em fazer a nossa parte, da melhor forma possível... A vida nem sempre segue o nosso querer, mas ela... É PERFEITA NAQUILO QUE TEM QUE SER...
 

Razões!

Não sei os "porquês" de muitas coisas, na verdade, da maioria das coisas e isso as vezes parece que vai me enlouquecer.
Preciso de razões explicáveis, mensuráveis, previsíveis, identificáveis...não gosto desse jeito da vida de "brincar" com a gente, fico insegura, tenho medo, antes eu não tinha, agora tenho medo de muitas coisas, nem sei dizer bem certo do que.
Acho que pensamos demais sobre essas razões, é...pensamos demais!
E por pensarmos demais deixamos de viver momentos, deixamos de correr riscos necessários, deixamos de fazer apostas, de fazer empreendimentos, de pensar novamente no futuro, traçar metas, fazer planos etc.
Não sei se isso é a tão esperada "maturidade" mas, se for, não estou gostando. Também pode ser consequência do susto que levei, sei lá...sei que gostava de sonhar e correr atrás e agora não estou conseguindo!
Precisamos de metas, planejamento etc, mas, não consigo planejar nem o dia de amanhã e isso é chato, muito chato!
 Ana Paula

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Aeromodelos!

Fico pensando pq me encantei por aeromodelos...
Tá, tudo bem, talvez tenha sido influenciada pelo meu grande amigo Vagner...
Mas, penso porque ele também se encantou, assim como tantas outras pessoas.
Além de um hobby, esporte, lazer etc, acredito que tenha algo mais...
Algo a ver com "mecanismos de defesa",rsrsrrsrs...sim, porque desligamos da realidade e voamos para bem longe, para onde quisermos, ou para lugar algum, rsrsrsrrs.
Naquele momento, temos o poder de decisão sobre nosso trajeto, o que nem sempre na vida conseguimos, viajamos e esquecemos de todas as preocupações mundanas, somos crianças, mecânicos, pilotos etc.
Ainda temos a oportunidade de fazermos amizades, falar de futilidades (aos olhos dos outros é claro), porque para a gente o avião é um bem muito importante!
Aconselho aos amigos que procurem paixões, "mecanismos de defesa", "pontos de fuga" ou sei lá que nome vão dar para o objejo ou atividade motivo de prazer.
Ana Paula

Pensamentos!

Preciso escrever, pode ser que assim organizo os pensamentos, é...os pensamentos! Penso demais e isso as vezes me atrapalha porque não consigo mais planejar...e planejar é bom!
Antes eu planejava, antes do pesadelo, agora não consigo e acho falta disso, na verdade acho falta de muita coisa, de muitas coisas que não voltarão a ser como eram.
Mas, a vida é assim, fazemos planos, traçamos metas e a vida mostra num certo dia que não somos nada, ninguém e que somos muito, mas, muito frágeis.
Daí temos que provar a ela o quanto temos de força interior e vontade de ficar nesse mundo, nem sempre os dias são fáceis e as noites se tornam bem longas mas, lembrança de velhos sonhos, planos e metas ajudam nessa hora.
Quando estamos por jogar a toalha, olhamos ao redor e levantamos, não por si mesma, mas, pelos nossos queridos que compartilham o momento de dor.
Dessa forma, passam os segundos, minutos, dias, meses, 1 ano, 1 ano e 2 meses de recuperação...
Nesse momento, me jogo no trabalho, porque não aguento mais a rotina de hospital, procedimentos, revisões, exames, fisioterapias etc. O trabalho me aproxima da vida que levava antes do pesadelo, é a única pontinha que me liga a uma vida saudável.
Assim transito entre dois mundos, duas vidas e tento achar o equilíbrio!
Ana Paula

Silêncio!

Ontem eu escrevi sobre o impacto das palavras, hoje sobre o impacto do silêncio.
Acabei de chegar de uma consulta...
E aí senti o peso do silêncio, na verdade, tenho sentido muito o peso do silêncio, quando ele vem dos médicos causa insegurança, medo, questionamentos...antes eu gostava mais do silêncio, talvez porque não o entendia. Sou muito falante, tagarela etc, usava o silêncio como exercício de concentração, para focar numa atividade mas, não via outro sentido.
Começo a compreender alguns momentos, sentimentos, atitudes que pela correria que vivia, ou pelo menos era essa a desculpa, não os percebia.
Não sei se este é um momento de sensibilidade, mas, a realidade é que tudo tem um peso muito grande.
Hoje foi a vez do silêncio de um médico que me assustou! 
Ana Paula

Palavras!

Continuo escrevendo, talvez aqui nem seja o lugar apropriado, mas, escrever tem ajudado. Nos últimos dias tenho pensado no impacto das palavras na vida das pessoas. Antes eu brincava, concordava com o poeta, palavras vão com o vento, hoje acho que nem sempre vão com o vento!
Podem detonar com uma pessoa ou mostrar novos horizontes!
Poxa, e nós professores, olha o poder que temos...poder demais na língua de alguns, rsrsrsrsr!!!!
Penso neste momento sobre isso, pela repercussão de uma fala que fiz num Seminário...inevitavelmente, penso que se descobríssemos o poder que temos haveria sim uma mudança social, cultural etc. Muitos já descobriram e não sabem como utilizar, outros preferem se omitir e tantos outros nem sonham do que são capazes.
O negócio é que falar tem efeito sim, pelo menos para as pessoas pensarem sobre...
Ana Paula

Minha Luta!

Amigos!
Quem me conhece sabe da minha luta, ou melhor, da luta da minha vida!
Não sei se escolhi a profissão ou ela me escolheu, mas, enfim, aqui estou e tento cumprir com meu papel social de educadora especial.
Confesso, nem sempre é uma tarefa muito fácil, pois, o que digo mexe, ou deveria mexer, com muita gente, principalmente com gestores públicos.
Quando exponho minhas idéias, inevitavelmente, acabo me expondo. Pois, os apontamentos que faço muitas vezes são compreendidos como algo “pessoal”, quando na verdade estou apenas lutando pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência.
Vivemos num Estado Democrático de Direito. Sendo assim, a Educação é um direito básico/ fundamental, em nossa Constituição não diz "exceto" para deficientes. Contudo, há uma dívida histórica com esta parcela da população, hoje há uma política nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), mas, precisamos de políticas públicas municipais, estaduais que agreguem as diferentes áreas (saúde, assistência social etc).
Não podemos nos esquecer que a escola é uma "célula" da sociedade, precisamos pensar em inclusão em outros espaços sociais, precisamos pensar nas barreiras arquitetônicas e, também, nas atitudinais.
Pretendo utilizar este espaço virtual para reflexão acerca de questões sérias como esta e de tantas outras mais banais do nosso cotidiano.
Um forte abraço...

Ideologias!

Chega um momento na vida em que você já tem condições para ser você mesmo, ter seu próprio discurso, posicionar-se, assumindo suas ideologias e lutando por tudo aquilo que acredita valer a pena.
Mas, quando você percebe que suas ideologias, coincidem com as de outras pessoas, no meu caso, com as de todas aquelas pessoas que por algum motivo ficam à margem da sociedade, a luta fica mais interessante. Pois, nesse momento, você percebe que o sonho não é somente seu e que você não tem mais o direito de desistir dele. Porque não lutar por ele, agora, torna-se uma omissão e com a sua omissão você permitirá situações desumanizantes.


ANA PAULA GATIBONI FACCIN
Educadora Especial