sábado, 31 de dezembro de 2011

Quero em 2012!

Quero os meus amados juntos, todos eles, nem que seja por rodovia, ferrovia, via aérea, internet, correio, telégrafo, fax etc. Rsrsrsr...
São eles que me empurram para a vida e que me freiam também.
Quero a gaitada de cada um, a lágrima e a dor na barriga de tanto rir, o olhar e a pergunta " Do que mesmo estávamos rindo?"
Quero as chatices, as rabugices, as manias, os exageros e os destemperos.
Quero-os, todos, bem pertinho, até porque não tenho escolha, fui conquistada e não vivo mais sem eles.
Então, amigos, que possamos nos aguentar em 2012!
Ana Paula

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Não sei se choro ou dou risada!

Ao olhar o edital de concurso para provimento de cargos para magistério público estadual, pelo site www.pciconcursos.com.br não sabia se chorava ou se dava risada.
Uma brincadeira, uma palhaçada, um desrespeito não somente com aqueles que realizaram uma licenciatura e almejam uma carreira no magistério, mas, também, com o povo gaúcho.
Isso nos instiga, mais uma vez, à reflexão. Que sociedade queremos? Tudo começa pela educação e quando não há investimentos nesta é porque tanto faz como sairão os sujeitos após a escolarização, se sairão massa de manobra melhora ainda, pois, será mais fácil levá-los até as urnas, como fazem nos currais.
Temos a polícia mais mal paga, os professores, bom, olhem o edital, acesso ao sistema de saúde somente através do sistema judiciário, infra-estrutura, escoamento da produção, olhem para nossas estradas.
E os nossos jovens, olhem para aqueles que não conseguem acesso às universidades, não conseguem qualificação para o trabalho, pois são poucos os cursos profissionalizantes, acabam em empregos informais, quando os conseguem.
Que caminho é este, para onde estamos indo?
Não sei se choro ou se dou risada, estou na dúvida, acho que estão me chamando de palhaça!
Ana Paula

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Dom de estragar tudo...

Como conseguem estragar tudo tão rápido? Sempre com carrancas, perguntas maliciosas, brincadeiras provocativas, ironias, comentários sobre a vida alheia...não perdem tempo, isso que é Espírito Natalino?
Quanto mais eu vivo (agora sobrevivo), mais oportunidade de provar minha tese de que o Natal é puramente comercial, que a maioria das pessoas nem lembra mais qual é o sentido. O Ter toma conta do Ser!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Votos verdadeiros e votos...

Época de abraços e de muitos votos, de realizações, de saúde, de amor, de amizades, de dinheiro etc.
Uma listagem interminável que desejamos a nós mesmos e aos outros.
Espera aí, eu disse ao outros? Rsrsrsrs...
Particularmente, disse apenas aos que realmente desejo-os!
Entretanto, convenhamos amigo,  vai dizer que você já não foi abraçado por alguém que não esperava?
Um amigo da "onça", que te deu "bola nas costas" o ano inteiro, que tu sabe que te "puxa o tapete" direto com teu chefe, que sai falando por aí que você disse o que nunca você sonhou em dizer, que inveja tuas coisas, teu emprego, teu carro, tuas viagens, até tuas doenças, rsrsrssr, e que, neste momento do ano, o espírito Natalino toca-o e ele resolve desejar-lhe coisas boas, bonitas e do fuuuuunnnnnndo do coração, rsrsrsr. Aconteceu com você? Ainda não? Então aguarde, pois, ainda tem os votos de virada de ano...rsrsrs!
Não se gastem comigo, poupem-se, não precisam ser "educados", não façam nada por "obrigação" ou por "convenção social", tenham coragem, sejam vocês mesmos, por favor, sejam a droga de seres humanos que estão acostumados a ser!
Bom mesmo são aqueles votos seguidos de abraços apertados, cheios de carinho, admiração e que não dão vontade da gente soltar. Abraços de amigos de verdade, do peito e que independente das adversidades estarão ao nosso lado. Esses amigos a gente reconhece-os pelo olhar, pelo caminhar e muitas vezes nem precisam falar.
Podem ser poucos, mas, confirmados!
Aos meus amigos, meu muito obrigado por mais um ano e que 2012 seja repleto, recheado de realizações, que de perto, ou de longe, possamos continuar nos suportando, nos chateando, nos amando, porque a vida só tem sentido quando rodeada de pessoas especiais.
Um forte, um grande, um apertado, um carinhoso abraço!
Ana Paula

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Tenho percebido muita gente tristonha, desmotivada e cansada neste final de ano.
Inclusive, eu!
Quando pequena, as festas de final de ano sempre foram animadas, nos preparávamos com antecedência, armávamos a árvore de Natal e aguardávamos com ansiedade a chegada do "Bom Velhinho".
O tempo passou e as coisas mudaram, perderam a graça. A correria e consequente cansaço ofuscaram as luzes do Natal.
Não há mais árvores, nem crianças, muito menos o "Bom Velhinho".
Perdeu-se, gradativamente, o espírito Natalino.
Hoje, é mais uma noite...
E aqueles que se submetem à reflexão, à retrospectiva, mais trites ficam, pois, percebem que o ano se foi, que nem sempre o objetivo foi alcançado, que houveram desencontros e que nada mais poderá ser feito a não ser aguardar.
Aguardar pelo truque do calendário, que divide o tempo em fatias, que nos oferece um "Ano Novo" e a possibilidade de planejarmos e buscarmos novamente nossos sonhos.
Que 2012 seja novo, novíssimo e com amnésia, rsrsrsrrs...
Que possamos esquecer mágoas, decepções, frustrações e fazer diferente e/ou a diferença!
"Me pula 2012!"
Ana Paula


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

"...Tenho andado distraído, impaciente, indeciso..."
(Renato Russo)

domingo, 18 de dezembro de 2011

É assustador a proximidade da vida com a morte.
É desesperador ter que conviver com a ausência, com a falta, com as lembranças, com a saudade ...
A única certeza que temos já quando nascemos.
Contudo, ainda sem compreensão, entendimento ou aceitação.
Como uma vela que num sopro se apaga.
Tão rápido, tão cedo, tão estúpida...
Ana Paula

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

15 de dezembro...

"A celebração de mais um ano de vida é a celebração de um desfazer, um tempo que deixou de ser, não mais existe.Fósforo que foi riscado.Nunca mais acenderá.Daí a profunda sabedoria do ritual de soprar as velas em festa de aniversário.Se uma vela acesa é símbolo de vida, uma vez apagada ela se torna símbolo de morte."

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não sei se quero, não sei se posso nem se consigo me despedir...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Final de ano...

Final de ano chegando, momento de avaliarmos o que foi feito dele, afinal foram 365 dias, 365 oportunidades de fazermos mais e melhor.
Avaliarmos o que deu certo, nem tão certo, ou tudo errado.
Admitirmos conquistas, derrotas e desistências.
Decidirmos quais os novos projetos, quais que não merecem mais energia e quais precisam ser retomados em 2012.
Nem sei mais o que estou escrevendo, é isso que costumo fazer mas, não sei mais o que é certo no meio de tanta coisa não dando certo. Então, amigos, quem tiver receita melhor, por favor, envie-a.
Ana Paula

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada" (Lya Luft).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

3.002

Aos curiosos, admiradores secretos, críticos anônimos e amigos, meu agradecimento. Já que espiaram, espero de alguma forma ter contribuído para que reflitam sobre temas do dia a dia. Temas meus, temas seus, temas nossos, mas, que poucos tem coragem e transparência para abordá-los em rede. Se este blog caseiro chega a esta marca é porque algum movimento provoca!
Um abraço,
Ana Paula

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

"Nossa Senhora da Bicicletinha, dai-me equilíbrio!"
...e paciência, tolerância, sensatez, sabedoria, mas, peço que não me dê forças, porque se me der eu mato,srsrsrsrsr...
Ana Paula

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mamãe Noel!

Mamãe Noel

Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Deixei de escrever...

Deixei de escrever, de reescrever e de analisar...
De procurar ser inteligente e com isso encontrar soluções...

Deixei de buscar,  de lutar e de gritar...
De buscar a perfeição em tudo aquilo que se faz...

Deixei de sorrir, de gargalhar e de brincar...
De fazer piada e de ser piada...

Deixei de perceber nos pequenos momentos grandes oportunidades...
De acreditar nas pessoas e em seus discursos...


Enfim, deixei, estou deixando, de fazer e crer em muitas coisas. A vida escorrega, se vai, dia após dia, pois, neste momento, percebo o quanto os medíocres, os hipócritas, os falsos, os mentirosos, os demagogos, os maldosos, os invejosos, os oportunistas etc, se dão bem. E, como não pretendo me tornar um ser "desses" acima mencionados, reservo- me ao direito apenas de desistência temporária do jogo, rsrsrsrsr...

Ah, esqueci de contar o mais importante, deixei de usar chapéu, assim não corro o risco de alguém prestar continência com ele, rsrsrs...

Sei de onde vim, da estrada que percorri, de cada dificuldade que encontrei e ultrapassei para chegar até aqui, assim como, lembro-me muito bem de cada mão a mim estendida e de cada rosto virado. Contudo, aqui estou, para alegria de poucos e loucura de muitos, rsrsrsrs...
Ana Paula

O Tamanho das Pessoas...

Os Tamanhos variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri .
É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho, o respeito, o zelo e até mesmo o amor
Uma pessoa é gigante para ti quando se interessa pela tua vida, quando procura alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto contigo. E pequena quando se desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos da moda.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho...
Willian Shakespeare

domingo, 4 de dezembro de 2011

Você é...

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Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.